Alguns excertos do Diário da República de anteontem, 25 de Setembro, Despacho Normativo n.º 35/2007 do Ministério da Saúde.«(...) Considerando ser necessário dotar os agentes de autoridade de conhecimentos que lhes permitam, com eficiência, detectar indícios de consumo de substâncias psicotrópicas pelos condutores (...) É aprovado o Guia orientador de indícios de influência por substâncias psicotrópicas».
Higiene oral deficiente, múltiplas cáries dentárias;
Fragmentos de palhinhas de sumo, restos de saquinhos de plástico;
Roupa queimada com cigarros;
Ausência de respiração (apneia);
Inquietação/agitação psicomotora, tremórico ou, contrariamente, imóvel;
Pó branco (cocaína), em fragmento de palhinha para consumo de bebidas ou embalado em papel, prata ou saquinho de plástico;
Esferográficas sem carga (tipo Bic®);
Necessidade imperiosa de urinar ou eventualmente de defecar;
Excitação sexual;
Respiração muito irregular (tipo Cheyne-Stokes);
Perda súbita de consciência (colapso);
Variação súbita do humor (labilidade emocional);
Crises de espirros (esternutárias);
Sensação de opressão;
Tristeza profunda moderada ou grave (perturbação depressiva);
Comportamento suicida;
Perdas de peso;
Para quem supostamente consome canábis, atenção aos seguintes indícios:
Caixas de fósforos grandes;
Maços de tabaco sem «pratas»;
Inibição ou desinibição;
Discurso imparável (logorreia);
Perturbação psicótica aguda (ideias delirantes e/ou ouvir vozes).






Fraude. Foi o que aconteceu ontem no Coliseu, com o cancelamento da actuação dos Peeping Tom, que estavam previstos para fazer a primeira parte dos Massive Attack. Depois do choque que foi saber que Mike Patton não estava, afinal, em Lisboa, e que eu já não o ia fotografar (passei por todas as fases: negação, raiva, apatia, etc.), só as artes marciais de Del Naja em palco me distrairam por uns minutos...






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Se há momentos nos quais percebo que 'já não vou para nova' é na freakalhada dos festivais. É incrível a quantidade de "crianças" que se encontram - sem ofensa para os teenagers que gostam de curtir boa música - mas fosse esse o único problema e tudo seria quase perfeito. Até porque muitos dos jovens na casa dos 20s são surpreendentemente giros, o que me deixa algo entre o confusa e o bipolar... Mas vamos ao que realmente interessa. Primeiro choque quando se entra no recinto de festival: há pó, muito vento e as casas de banho estão incrivelmente longe do palco. 2º choque: a publicidade. Está por todo o lado e é demasiado invasiva, fica-se com a impressão de estar a ser bombardeado com marcas e mais marcas a toda a hora. Desde a Red Bull à Pizza Hut, passando pela Antena 3. Entre os concertos, altura em que a malta aproveita para dar algum descanso aos ouvidos, a Optimus e a Super Bock decidem injectar-nos com anúncios em altos berros, num nível tão insuportável que mais perto da zona do palco é impossível conversar ou falar com alguém ao telefone. As imagens que passam no ecrã não têm nada a ver com o som que nos tortura. Esquizofrenia total! Dá vontade de beber Sagres ou Cintra e manter a fidelidade à TMN.
Há duas entidades em Lisboa capazes de despertar o que de pior há numa pessoa, como se pode ver na imagem. Uma é a EMEL, a outra a Polícia Municipal - já agora, quem é que inventou essa m*%$?? Além de serem completamente inúteis no que respeita a melhorar o trânsito e o estacionamento dentro da cidade, passam a vida a multar quem não está a atrapalhar ninguém. Enquanto há milhares de outros carros que entopem o trânsito em 2ª fila, por exemplo. Hoje calhou-me a mim. Estacionei no pedacinho reservado a motociclos - quando à volta havia alguns 20 estacionamentos disponíveis para motos - e a polícia municipal bloqueou-me o carro. Multa: 60 euros + 30 para retirar o reboque. A antipatia e o ódio que destilei foram mais fortes do que eu. À medida que me iam passando recibos e cópias das multas, eu ia amarrotando e deitando fora mesmo na cara deles. E, arriscando uma 2ª multa no meu currículo por "desrespeito pela alta competência da autoridade", perguntei, depois de ter pago os 90 euros: "Precisam que lhes pague mais alguma coisa? O almoço, um café?" Os dois idiotas ainda tentaram fazer uma gracinha: "Se convidar a gente aceita". E eu no meu pior sentido de humor: "Não me faltava mais nada hoje! Mas se quiserem dou-vos uma gorjeta para beberem uma mini." E deixei-lhes 50 cêntimos na mesinha das multas. Não percebo como é que me deixaram ir embora e não me levaram para a esquadra...
