Ainda estou meia a dormir, a tentar abrir metade das pálpebras para ver os telejornais quando o telefone toca com 2 notícias. Primeiro a boa: "Afinal o David Lynch vem ao Estoril". Depois a má: "Vai estar cá Sábado à tarde, para dar uma masterclass de meditação transcendental". OK, fantástico, nessa altura estarei algures por cima do Atlântico, a caminho de Nova Iorque. Imaginei o que não vou perder de uma sessão ao vivo com um dos meu heróis de sempre e o mau-humor apoderou-se da minha pessoa. Sublinhe-se que o meu destino de férias em Abril foi Paris, exactamente porque nessa altura estava na Fondation Cartier a primeira exposição dos quadros do David Lynch.Entretanto lembrei-me da banda sonora do Wild at Heart, que me roubaram do carro há uns tempos. (Ai, o Nicholas Cage a cantar Treat me like a fool, treat me mean and cruel, but love me, qual fake Elvis de Las Vegas...)
Depois a P., implacável, diz-me pelo MSN que vai ser ela a receber o David Lynch no Congril de Estoressos. E que não vai perder a masterclass com ele, claro. Pois, eu também não perdia. Se pudesse mudar o dia do vôo adiava para Domingo sem pensar duas vezes. Como isso não é possível (malditos vôos baratos!!), lá vou eu deixar passar uma oportunidade única de ver e ouvir o David Lynch.
Entretanto lembrei-me do último concerto dos Faith No More, em 1998, antes de acabarem, que foi em Portugal e que eu não vi porque tinha ido para uma maravilhosa viagem de fim de curso a Llorett del Mar... Mais uma vez, perdi uma oportunidade única de ver o Mike Patton na sua última actuação com os FNM.
Por fim, e para acabar comigo, a Tia informa que hoje a 5ª feira tem duas "visitas". E que ainda para mais temos que ir jantar fora, longe do sossego do lar, onde tudo é permitido...
Por isso, caros amigos e amigas, se eu desligar os telefones e não disser mais nada, voltamos a ver-nos em Dezembro, no dia 2, que é quando chego da viagem que me vai levar para longe do David Lynch. Espero que valha a pena! Chuiff!!







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Há muitos anos atrás lembro-me de ter tido um namorado que era mesmo muito giro, mas as coisas não deviam correr tão bem quanto isso. Um dia ele chateou-se comigo porque eu cometi o disparate de comer um chupa-chupa daqueles que deixavam a língua azul (não sei se isso ainda existe, mas na altura aquilo pareceu-me bem divertido). E pronto, foi assim, eu diverti-me imenso, mas ele não achou piada nenhuma e aproveitou o pretexto para acabar tudo. Agora já percebi. Parece que a língua azul pode matar e ele na altura já devia saber isso...














Fraude. Foi o que aconteceu ontem no Coliseu, com o cancelamento da actuação dos Peeping Tom, que estavam previstos para fazer a primeira parte dos Massive Attack. Depois do choque que foi saber que Mike Patton não estava, afinal, em Lisboa, e que eu já não o ia fotografar (passei por todas as fases: negação, raiva, apatia, etc.), só as artes marciais de Del Naja em palco me distrairam por uns minutos...






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