Tuesday, February 27, 2007

I Love This Game!

Mais uma do melhor comediante norte-americano, George W. Bush.

Monday, February 26, 2007

And the Oscar goes to...

Ao público do sexo feminino: Experimentem ter esta foto do Marlon Brando no desktop do vosso computador. Vão ver que o vosso "ambiente de trabalho" vai melhorar substancialmente, apesar das noitadas até às 5h a ver os Óscares e afins... Nem o Leonardo versão mitra, nem o elevador inteiro do Ocean's Eleven conseguem bater o "duplamente oscarizado" nos seus 20's, com lodo nos músculos, ou no cais ou lá onde era...

Sunday, February 25, 2007

Portugal 2 - Brasil 0

A propósito da recente vitória de Portugal sobre o Brasil... Bairro Alto, um dia destes, trocas de olhares, o gajo é moreno, giro, tesudo e tudo e tudo. Persegue a miúda durante uma boa parte da noite e quando ela se prepara para ir embora, com medo de nunca mais a ver (existirá uma fobia para isso?), o gajo enche-se de coragem e mete conversa. É brasileiro! Ela fica "um bocado confusa"... Ele pergunta-lhe o nome e diz que se chama "Ademiro". Desculpa? E de repente tudo se clarifica na cabeça dela: "Brazuca ainda é na boa, mas 'Ádjimiro'... não dá, né?"

Saturday, February 24, 2007

Quando a verdade é inconveniente...

É público que deixei de gostar do Al Gore depois de ter vindo a Lisboa, há cerca de um mês. A visita ficou marcada pela arrogância (com um sem-fim de exigências de super-estrela) e pela quantia absurda que recebeu (175 mil euros) para fazer um discurso de menos de uma hora à porta fechada. Também não gostei de o ver a receber o Óscar com a cara cheia de botox, obviamente deslumbrado com o mundo cor-de-rosa de Hollywood. Já várias pessoas me disseram que eu não tenho razão, que o Al é um "gajo porreiro", consciente e, ainda por cima, com sentido de humor. Até pode ser, mas a grande campanha que tem vindo a fazer para controlar o aquecimento global, que passa naturalmente pela poupança de energia, parece não se aplicar à sua própria vida. O Instituto de Investigação do Tennessee divulgou hoje que Al Gore tem uma conta de electricidade de cerca de mil euros por mês. Ou seja, a sua modesta mansão de 20 quartos em Nashville, consome, em apenas um mês, mais do que um americano "normal" gasta por ano. E pronto, com tudo isto já só lhe falta ganhar o Nobel da Paz e candidatar-se à presidência dos EUA... seriam duas cerejas em cima do bolo.

Thursday, February 22, 2007

Será que sou eu?

A fazer lembrar uma citação da nossa querida amiga Maria Alice Vergueiro (conf. Tapa na Pantera), este Sábado perguntei-me: "Será que sou eu?!" Mas o motivo foi outro, a saber, o novo programa do Herman José. Depois de nos termos livrado daquele pseudo-talk-show para amigos e respectivas tias (onde Herman insistia em pôr à prova a nossa capacidade de resistência à insanidade quando cantava "És tão boa, és tão boa..."), surgiu agora o seu novo programa, Hora H. Apesar de ser escrito por pessoas de reconhecido talento (incluindo Nuno Markl), os 20 minutos que vi do programa não tiveram piada absolutamente nenhuma. Em certas partes, chegou mesmo a ser constrangedor, mais parecendo um momento deprimente do que um programa de humor. Voto em substituir a Hora H pelos melhores momentos do Herman Enciclopédia. Mesmo o Casino Royale seria bem-vindo! E por isso continuo a perguntar-me: Será que sou eu? Ou o Herman devia mesmo reformar-se? Ou então tirar uma licença sem vencimento de, pelo menos, 20 anos, até ficar novamente na moda? Alguém lhe diz, por favor, que as pessoas não o querem ouvir cantar? Que para isso preferem ir ver o José Cid ao Maxime? Alguém lhe diz que a grande maioria das pessoas não percebe nada quando ele fala alemão? Alguém está também já farto do Herman ou sou só eu?

Wednesday, February 21, 2007

Socorro! Sou anuptafóbica...

Hoje descobri que poderei estar com sintomas de anuptafobia... E o mais impressionante é que foi a Bárbara Guimarães (Barbie para os inimigos) que mo disse, num programa da Sic Notícias. Nunca pensei que daquela mulher viesse alguma coisa inteligente e, realmente, se era para me fazer descobrir isto, mais valia estar calada. Anuptafobia é o medo de ficar solteiro! Depois de reflectir aprofundadamente sobre o assunto, percebi que esta não é uma fobia que se me revele com frequência, mas, de vez em quando, ela lá aparece, como uma incómoda dor de dentes... E isto depois dos 30, quando todos os amigos começam a casar e a ter filhos, dá que pensar. Principalmente quando deixamos de acreditar em almas gémeas. A minha, esqueceram-se certamente de a fazer, ou se fizeram, esconderam-na melhor que os ovos da Páscoa!... De qualquer maneira, outra fobia de que sofro certamente é a de um dia fazer a figura destes dois na foto em cima. Não sei se existe um nome para o medo (muito medo) de casamentos foleiros, mas essa é com certeza uma coisa à qual tenho uma fobia de morte! Ramos de noiva com rosas, manicure francesa, mãos dadas, lago ao fundo, paisagem reflectida, convidados que pareçam ter Trissomia 21, alianças e anéis de noivado... Se descobrirem que fobia é essa digam-me, por favor.

O dia a seguir ao Carnaval...

Perguntas e respostas via SMS, às 17h, no dia depois da noite de Carnaval:
P: Vamos tomar um café para ajudar a curar a ressaca?
R: Eu tou a fazer o amor...

(Uma vez Maravilhosa, Maravilhosa para sempre!)

Tuesday, February 20, 2007

Esta já ganhou!

Citação da noite de Carnaval:

"Se Deus quiser, ainda havemos de ir para a cama os dois!"

(O que o álcool provoca nas pessoas católicas...)

Pode um cromo mudar a nossa vida?

A resposta é: Sim, (infelizmente), nem que seja por alguns dias... Principalmente se um desses dias for o Carnaval. E se a pretexto de um disfarce de enfermeira pós-kitsch-futurista também o cérebro aproveitou para se disfarçar, então existe uma justificação. A combinação de vários factores e substâncias pode levar uma pessoa com alergia genética a cromos a transformar-se temporariamente num, assumindo uma personalidade extremamente duvidosa e impossível de explicar (até mesmo a si própria!) Devia publicar um artigo com esta tese numa revista científica...

Monday, February 19, 2007

O que eu gosto do Paul Newman...

No próximo Carnaval vou-me mascarar de Elizabeth Taylor!
Não há-de ser nada difícil...

Friday, February 16, 2007

5ª Feira Santa!

Não tenho qualquer religião, mas se tivesse seria a das 5ªs Feiras. Se todos tivessem, pelo menos, uma 5ª Feira SANTA por mês (onde não se inclui qualquer ritual de lava-pés), haveria com certeza menos fome e guerras no mundo. Melhor que ir à missa, ser crismado pelo Bispo Ilídio Leandro ou ir aos encontros da Igreja Universal na Zona I de Chelas. Momentos POLAROID de ontem:

- Vocês hoje estão pior!
- A tua filha [de 8 anos] está a ver um documentário sobre transsexuais no Odisseia
- O Kenny G. canta da corneta
- O pónei do indivíduo
- A história da lontra, do carpinteiro e das ostrinhas com martelos e óculos de rafel
- Eu descanso porque o mar é manso
- Ficou tudo escuro no Congril de Estoressos
- Neste momento não consigo falar contigo. Hoje é 5ª feira!
- Oh mãe, queria muito uma coisa mas já sei que tu não deixas... Hoje deixo tudo! Não queres levar o saleiro para o quarto, pois não?
- Moda Cascais
- Este lado da mesa não percebe nada (TS+ED)
- Eu sou igual ao Errol Flynn!
- Lágrimas artificiais na 24 de Julho

Faltaram:
- O Velhinho
- A fotografia do casamento Trissomia 21
Às 3 de 30: Ajudem-me, por favor, a completar a lista!

Friday, February 09, 2007

Obrigadinha, Al Gore

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, esteve em Portugal para participar numa conferência à porta fechada sobre as alterações climáticas. Além de ter levado a módica quantia de 175 mil euros por um discurso de menos de uma hora, Al Gore exigiu trazer os seus seguranças pessoais mas, como se isso não bastasse, as autoridades portuguesas classificaram com o nível três o grau de ameaça à sua segurança, deslocando vários guarda-costas, batedores e segurança aérea. Gore exigiu ainda deslocar-se num automóvel "amigo do ambiente" (um Lexus, claro) e não ter jornalistas por perto. A conferência, que decorreu no Museu da Electricidade, destinou-se a uma plateia de convidados rigorosamente seleccionados do mundo da política e da economia. À porta, várias pessoas, impávidas e serenas como já vai sendo hábito neste país, indignavam-se por lhes estar a ser vedado o acesso, incluindo os jornalistas. No fundo, ficámos todos sem saber o que Al Gore veio cá dizer. As únicas declarações públicas que proferiu foram "gostei muito de vir cá e concordo com muitas das iniciativas do primeiro-ministro português para as energias renováveis". Muito esclarecedor! Nomeado para um Óscar e para o Prémio Nobel da Paz (haverá coisa mais incoerente?) Al Gore provou, pela sua atitude, ser mais um daqueles americanos a detestar. Aposto que da próxima vez que cá vier (parece que é já daqui a um mês)vai exigir 3kg de M&M's, mas excluindo os castanhos. Nesse caso, devíamos exigir um referendo para votar se deveria ou não ser o José Sócrates a ter o trabalho de os separar...

Wednesday, February 07, 2007

E novidades?...

Há uns dias atrás deparei-me com uma pérola da "street-art", no largo do Saldanha. Um cartaz feito por uma mulher revoltada acusava o Professor Bambo de ser um aldrabão, um chulo e um violador. "Violou-me e muitas outras mulheres no seu gabinete. DEUS VAI TE CASTIGAR!" (Pois, porque a vingança é um prato que se serve frio...) É incrível, eu pensei que já ninguém acreditava nestes falsos "videntes"... Mas mais incrível ainda é como alguém coloca nas suas mãos "milhares de euros"! Se calhar era para resolver problemas financeiros. Passa para cá o dinheiro que assim já não tens que te preocupar com ele. "Pior que o Diabo na Terra!", eu diria que o Professor Bambo ganha em inteligência e em perspicácia a muita gente que por aí anda...

Thursday, January 11, 2007

Cromo na Plateia

Depois de 20 minutos a ouvir o meu colega imitar, alto e bom som, o Rui Reininho numa versão de "Dunas" (com a voz devidamente colocada), eis que ele se levanta, caminha na minha direcção e diz: «Conheces a canção "Dunas" dos GNR?» - Claro, quem não conhece? - «Mas conheces aquela versão ao vivo, que saiu no disco "In Vivo"?» - Sim, infelizmente também... - «Sabes, aquilo foi gravado em Macau, até há uma altura em que ele diz "Vai Macau" e tudo... Um dos gritinhos daquela plateia é meu! Eu estava nesse concerto!!» UAU! É por estes raros momentos de beleza que vale a pena trabalhar com um cromo! Ainda assim, entre ele e o Reininho, tenho sérias dúvidas de qual conseguiria suportar mais tempo...

Thursday, December 14, 2006

Do 8 ao 80...

A pedido da minha amiga S., tenho que contar aqui uma sua aventura com um cromo que, nem de propósito, se revelou o oposto do anterior. Tudo se passou na Turquia, em 2001, numa reunião de 300 almas pseudo-católicas de várias nacionalidades. Todos no mesmo hotel e com uma disposição imensa para a brincadeira, apesar do verdadeiro motivo que os levava a estar ali. Nas animadas festas na praia e na piscina, um jovem polaco dava nas vistas com uns calções de banho suficientemente justos para deixar adivinhar o que estava por baixo deles. Rapidamente, foi baptizado pelos portugueses que lá estavam de “Bacamarte"! Numa noite bem regada, S. já se encontrava naquela fase em que o número do quarto se torna mais complicado que o NIB e deu por si enrolada com o “Bacamarte” em cima de um monte de pedras. [Não faço ideia como nem porquê num monte de pedras, mas nestas coisas cada um sabe de si...] A curiosidade de S. em relação aos atributos do polaco era muita. Pouco depois, e apesar do estado ébrio, S. confirmava que o anunciado pelos calções de banho não era publicidade enganosa! Mas, para sua surpresa, o polaco, além de bastante desajeitado, apenas perguntava em continuação se S. já tinha visto algum daquele tamanho! Drama dos 19 anos masculinos, foi a única conclusão a que S. conseguiu chegar naquele dia... Nos outros a seguir, as recordações com que S. ficou foram uma tremenda falta de pontaria, vários arranhões nas costas causados pelas pedras e um desconsolo "do tamanho do Bacamarte". No entanto, S. confessou-me que, de facto, nunca mais voltou a ver nada daquele tamanho...


P.S. - Não sei se é característica comum aos polacos - deixo isso aberto a discussão -, mas devo confessar que o maior atributo masculino que já vi (vi, apenas, ok?) também era polaco! Estava em Barcelona e fui com duas amigas catalãs e um polaco a uma praia "bastante liberal". Só ele insistiu em fazer nudismo (sabe Deus porquê). Acho que só fiquei verdadeiramente atrapalhada quando todos, muito naturalmente, insistiram em jogar ao disco voador. Com "aquele" polaco, todo nú, era difícil, pelo menos para mim, concentrar-me apenas na direcção em que ia o disco...

Tuesday, December 12, 2006

Afinal, o tamanho do cromo importa?

A minha amiga E. teve um affair com um luso-americano muito simpático, muito bem-disposto, muito boa onda e essas coisas todas. Mas quando a coisa chegou a momentos mais íntimos, E. descobriu que o seu affair era também muito pouco abonado em termos anatómicos - ok, todos sabem que uma significativa percentagem de mulheres partilha estes "segredinhos". Durante uma semana E. andou em pleno stress pós-traumático e procurou o seu grupo de auto-ajuda - as amigas! Ainda que ele não fosse mau na cama, garantia, E. não conseguia ultrapassar a pressão psicológica de ter uma relação a sério com um "gajo de pila pequena". "Mesmo pequena", salientava sempre nos seus desabafos. Ultrapassado o choque do tamanho e da mini-tatuagem com o coelhinho da Playboy perto da virilha, E. teve ainda que ultrapassar mais um desgosto. O seu affair era pró-George W. Bush. Ambos acordaram, então, em riscar a política das suas conversas, pois acabavam sempre em discussão. Mas um dia, o affair descaiu-se e afirmou, orgulhoso, que toda a sua família tinha votado no Arnold Schwarzenneger para Governador da Califórnia. Claro que não foi essa a gota de água, mas o conjunto de circunstâncias encerrava a relação ao fim de dois meses, com a nota de "Cromos Incompatíveis!"

Sunday, December 10, 2006

Alimentação de Cromo

Conteúdo do Armário de um Colega de Trabalho...

- 1 lata de Chispalhada
- 1 lata de Feijoada à Transmontana, marca Nobre, com tradução em francês (Plat des Haricots à la façon de Trás-os-Montes!)
- 1 embalagem de Panrico (sem côdea)
- 1 garrafa de Coca-Cola de 1,5l
- Uma caixa de biscoitos de laranja
- Um saco do Pingo Doce que não me atrevi a abrir...

Sem Comentários!

Thursday, December 07, 2006

O que fazer de cromos como estes?

Estudei na Universidade de Coimbra, cuja Associação Académica celebra o seu dia a 25 de Novembro. Comemora-se a ocupação pelos estudantes, em 1920, das actuais instalações da Academia, acontecimento que ficou conhecido como a Tomada da Bastilha. Nesse dia, todos os anos, a Universidade fecha as portas. Era por lá, na mesma Universidade, que andava aquela minha (ex-)amiga muito, digamos, burra, que já aqui citei no post da "noz moscarda". Gazeteira como era, um dia estava eu a tomar o pequeno almoço em casa, eram já umas 2 da tarde, e aparece a T., cheia de nervos, cheia de stress, e de dedo em riste avançou para a cozinha a avisar: "Tu não vás à Faculdade, olha que hoje não há aulas para ninguém!" Na altura, eu até nem fazia muita questão de ir, mas com a maior das molezas perguntei: "Porquê?" Resposta apressada, mas notável: "Olha, não percebi bem, andavam a dizer que é a Tomada da Pastilha!"...

Tuesday, December 05, 2006

O Cromo que não Desiste...

A fazer lembrar Miguel Ângelo dos Delfins, António Manuel Ribeiro (dos UHF) não nos dá descanso! Ainda mal se libertou do monte de moscas em que esteve soterrado no seu último livro e já nos presenteia com uma nova pérola intitulada "O Momento a Seguir". A praga até poderia passar despercebida, não fosse o imparável cérebro de Bárbara Guimarães lembrar-se de promover a obra, não vá alguém ter (mesmo) falta de ideias do que oferecer neste Natal. No seu programa pseudo-literário na Sic Notícias, "Páginas Soltas", Bárbara Guimarães trocou o nome do autor e pediu a Manuel António Ribeiro (sic) que lesse um dos seus poemas para a "vasta" audiência que os ouvia. "Mas quer que leia eu?", interrogou AMR. "Sim, eu não me atrevo!", respondeu a apresentadora. Porque não se atreveu Bárbara pode ser alvo de profunda reflexão e ter interpretações bem diferentes... Ainda que no fim tenha dito que este "é um livro a não perder"! Não custa nada ser simpática...

Friday, December 01, 2006

Um Cromo com Aranhas no Cérebro

Trabalhei num jornal com um sub-editor de apenas 22 anos. Quem trabalha no meio da Comunicação Social sabe que a situação não causa assim tanta estranheza, uma vez que cada vez mais se procuram jornalistas tendo em conta o seu preço e não a sua qualidade. [Não há muito tempo, propuseram-me o belo cargo de chefe de redacção de um pasquim por 450 euros mensais - e não, não estavam a gozar!!] Voltando à história, este cromo tinha sido "promovido" depois de ter feito um "estágio" de um ano a ganhar 250 euros mensais. No fundo, ele era um "estagiário sub-editor", nada mau para início de carreira. Mas enfim, eu estava ali como jornalista e tinha que respeitar o meu superior, até mesmo no dia em que ele me pediu para "investigar" uma notícia que poderia ser "bombástica". «Vou-te enviar o e-mail com a história, liga para o contacto que lá está e pede mais informações», disse ele. Quando comecei a ler o e-mail apercebi-me logo de que se tratava de um daqueles FW: inventados por quem não tem mais o que fazer... Uma temível aranha venenosa andava a matar em Portugal e já tinha feito algumas vítimas no Algarve! Disse-lhe: «Não achas que isto é um daqueles FW:....?». «Liga para o contacto que aí está!», respondeu do alto da sua autoridade. Liguei. Atendeu realmente a pessoa cujo contacto constava no e-mail, mas rapidamente esclareceu que aquele mail também lhe tinha sido enviado por alguém e que o seu número de telefone estava ali por acidente. Expliquei novamente ao meu sub-editor que aquela história, afinal, era mesmo um daqueles e-mails. Levantou-se rapidamente e avançou na minha direcção, folheando a sua agenda preenchida de importantes contactos: «Aponta aí!», ordenou. «Direcção-Geral de Saúde, 21....., e falas com a "não-sei-quantas" que é a assessora de Imprensa.» Eu nem queria acreditar no que me estava a acontecer, mas lá tive que ligar para a DGS. A assessora foi muito simpática, ouviu todas aquelas as idiotices e no final disse: «Sabe, isso é um daqueles e-mails que já circulam há anos...» Foi um momento bastante embaraçoso na minha (ainda curta) carreira de jornalista - não tão curta quanto a inteligência do sub-editor. Obviamente, esta não foi a única história inacreditável que se passou naquele jornal. Dois meses depois, despedi-me.